«Uma verdadeira educação inclusiva é aquela em que o educador cria contextos educativos onde cada criança encontra a estimulação de que necessita para progredir, não perdendo de vista nenhuma criança e respondendo a todas elas »
Gabriela Portugal

Aqui pode encontrar o nosso Portfólio das atividades que desenvolvemos, as razões da sua realização, os progressos das crianças durante a permanência no Jardim de Infância, ate à entrada no 1º CEB

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ATIVIDADES PARA OS TEMPOS LIVRES

(clica em cima do nome do ficheiro e joga)

JOGOS EDUCATIVOS
BIBLIOTECA DO GIGANTE , SITE DE JOGOS
SITIO DOS MIUDOS
, ATIVIDADES EDUCATIVAS, CAMINHO DAS LETRAS , RISCOS E RABISCOS
APRENDER A RECICLAR , JOGAR COM DADOS
BOB, RUCA, DINOSSAUROS, CARROS
QUADRO MAGNÉTICO, SUDOKU DAS CORES
JOGO DOS DENTES
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quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

Matemática vive-se diariamente

 «No jardim de infância, a aprendizagem das crianças requer uma experiência rica em matemática, ligada aos seus interesses e vida do dia a dia, quando brincam e exploram o seu mundo quotidiano. O/A educador/a deverá proporcionar experiências diversificadas e desafiantes, apoiando a reflexão das crianças, colocando questões que lhes permitam ir construindo noções matemáticas e propondo situações problemáticas em que as crianças encontrem as suas próprias soluções e as debatam com as outras.»
 In, OCEPE, abril de 2016


A matemática surge em tudo, está em todo o lado. 
É através dela que encontramos soluções para os problemas do dia-a-dia.  

No Jardim de Infância aproveitam-se as diversas situações que surgem para questionar, promover o levantamento de hipóteses e encontrar soluções, fomentando a construção de conceitos matemáticos. É rotina diária que o ajudante do dia registe, depois das presenças marcadas por todos,  o numero de raparigas presentes, o numero de rapazes e o numero total de crianças.

 Os mais velhinhos já fizeram um longo percurso na construção destes conceitos.  Atualmente realizam esta tarefa através do uso de algarismos  (já fazem pequenas operações simples tais como somar e subtrair pequenas quantidades), mas os mais pequeninos ainda estão num processo de aprendizagem e de construção destes conceitos complexos.
 Isto não invalida que possam realizar as mesmas tarefas mas de forma adequada ao seu nível de desenvolvimento.

Aqui ficam dois exemplos de registo das presenças realizados por crianças de 3 e 4 anos.  



«O desenvolvimento de noções matemáticas inicia-se muito precocemente e, na educação pré-escolar, é necessário dar continuidade a estas aprendizagens e apoiar a criança no seu desejo de aprender. Esse apoio deverá corresponder a uma diversidade e multiplicidade de oportunidades educativas, que constituam uma base afetiva e cognitiva sólida da aprendizagem da matemática. Sabe-se que os conceitos matemáticos adquiridos nos primeiros anos vão influenciar positivamente as aprendizagens posteriores e que é nestas idades que a educação matemática pode ter o seu maior impacto»

 In, OCEPE abril 2016

terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

A construção articulada do saber

O que fazem as crianças em tempos de atividades de livre escolha.?
BRINCAM...
... com os amigos que elegem;
...a fazer de conta que são quem gostariam de ser ou a imitar os que os rodeiam e com quem mais se identificam;
...a explorar os materiais e a fazer descobertas!

Fazem torres muito altas que seguidamente caem. 
Uma risota, claro!
 Recriam cenas do quotidiano
 Assumem papeis e copiam os modelos
 Descobrem o mundo das palavras e das letras

 « O desenvolvimento da criança processa-se como um todo, em que as dimensões cognitivas, sociais, culturais, físicas e emocionais se interligam e atuam em conjunto. Também a sua aprendizagem se realiza de forma própria, assumindo uma configuração holística, tanto na atribuição de sentidos em relação ao mundo que a rodeia, como na compreensão das relações que estabelece com os outros e na construção da sua identidade. 
 (...)
Esta articulação entre áreas de desenvolvimento e aprendizagem assenta no reconhecimento que brincar é a atividade natural da iniciativa da criança que revela a sua forma holística de aprender. »
(...)
O/A educador/a promove o envolvimento ou a implicação da criança ao criar um ambiente educativo em que esta dispõe de materiais diversificados que estimulam os seus interesses e curiosidade, bem como ao dar-lhe oportunidade de escolher como, com quê e com quem brincar. Assim, a criança desenvolve os seus interesses, toma decisões, resolve problemas, corre riscos e torna-se mais autónoma. Também, ao brincar, a criança exprime a sua personalidade e singularidade, desenvolve curiosidade e criatividade, estabelece relações entre aprendizagens, melhora as suas capacidades relacionais e de iniciativa e assume responsabilidades.»
IN OCEPE, abril 2016



 Nas atividades mais dirigidas as crianças desenvolvem tarefas de acordo com o que lhes foi solicitado.
Hoje, durante a tarde, todos fizeram modelagem com plasticina.
 Alguns de forma livremente, outros seguindo os modelos oferecidos.





«Numa dinâmica de interação, em que se articulam as iniciativas das crianças e as propostas do educador, brincar torna-se um meio privilegiado para promover a relação entre crianças e entre estas e o/a educador/a, facilitando o desenvolvimento de competências sociais e comunicacionais e o domínio progressivo da expressão oral. Proporciona, de igual modo, outras conquistas, tais como, ter iniciativas, fazer descobertas, expressar as suas opiniões, resolver problemas, persistir nas tarefas, colaborar com os outros, desenvolver a criatividade, a curiosidade e o gosto por aprender, que atravessam todas as áreas de desenvolvimento e aprendizagem na educação de infância, constituindo condições essenciais para que a criança aprenda com sucesso, isto é, “aprenda a aprender”. »

domingo, 15 de abril de 2012

A criança e o desenho

A criança desenha para se divertir. Desenhar é para ela um jogo que leva muito a sério. Para a criança, os seus desenhos estão sempre bem feitos e a prova disso é que os dedica a quem gosta. É a sua forma de escrever a realidade. Ao desenhar a criança está a contar a sua história, os seus pensamentos, as suas fantasias, os seus medos, alegrias e tristezas. Cada desenho tem uma história, um significado pessoal. Através do desenho a criança deixa transparecer o seu mundo interior.

Segundo Luquet: “ o desenho é uma íntima ligação do psíquico e do moral. A intenção de desenhar tal objecto não é senão o prolongamento e a manifestação da sua representação mental; o objecto representado é o que, neste momento, ocupará no espírito do desenhador um lugar exclusivo ou preponderante.”
O desenho nos pode também mostrar o processo de desenvolvimento, de crescimento da criança. Do mesmo modo, criança, criatividade e desenho andam de mãos dadas nesta fase. 


.

Ao propormos que cada criança, tendo como ponto de partida estas linhas previamente esboçadas, fizesse um desenho segundo a sua inspiração, estavamos  a estimular a livre expressão e o processo criativo existente em todas as crianças.

E o resultado foi este...

domingo, 29 de janeiro de 2012

Fundamentando

No JI as atividades desenvolvem-se tendo como base situações que surgem (ou se criam), do dia-a-dia e de acordo os interesses e paixões das crianças.
O Curriculo integrado promove aprendizagens sem esquecer as diferenças individuais das crianças e os seus ritmos de aprendizagem.

 «Este contexto diferenciado em que ocorre a aprendizagem torna-se único em todo o percurso escolar, por permitir gerir as aprendizagens progressivas adequadas aos perfis das crianças.»*

 A Area de Conhecimento do Mundo è uma area de grande interesse para as crianças por partir do que observam e de situações muito reais.
É uma area transversal que proporciona aprendizagens e a abordagem diferentes temáticas: biologia, geologia, ciencias experimentais, geografia, etc.

Enraízada na curiosiodade natural e no desejo de saber cada vez mais, as crianças adquirem novos conhecimentos desenvolvem competencias, levantam questões, formulam hipoteses, sustentam essas hipoteses em raciocinios logicos e em observações.

«Abordar as ciencias fisicas com crianças dos tres aos seis anos exige processos de ensino e aprendizagem, ambientes e contextos adequados ao nivel de desenvolvimento das crianças.»

Ao educador compete planificar e proporcionar situações facilitadoras, fomentar o questionamento, promover o interesse e a curiosidade, proporcionar meios de investigação e de resposta.

Cabe-lhe apenas orientar e dar liberdade das crianças se deixarem intrigar e maravilhar pela descoberta “Orienta o percurso planificado por si, procurando não perder de vista o fim projetado, mas mostrando-se atento e com a flexibilidade necessária para se ajustar e auto reorganizar perante as intervenções e comportamentos observados nas crianças”.

Em suma:
 A educação para a Ciência…
•    Estimula o pensamento crítico e a necessidade de pesquisa
•    Fomenta a curiosidade e a vontade de saber mais, fator fundamental para a aprendizagem e crescimento pessoal
•    Abre novos horizontes na aprendizagem científica futura; promove conhecimentos nas áreas da Biologia, Geografia, Química e Física.
•    Democratiza o conceito de ciência, tornando-o acessível a todos.
•    Sublinha a importância na vida quotidiana
•    Desenvolve a capacidade de partilha e de colaboração.

* in, «A criança e o conhecimento do mundo: atividades laboratoriais em ciencias físicas», de Ana Maria Peixoto, 2008

sábado, 28 de janeiro de 2012

A abordagem à escrita em contextos de Educação de Infancia

Estudos realizados recentemente revelam que «a confrontação tardia da criança com a linguagem escrita é tida como a principal responsavel pelo insucesso na aprendizagem e no desenvolvimento das competencias linguísticas»*.
Nesta linha de pensamento é demasiado tarde que a criança contacte pela primeira vez com a palavra escrita aos 6 anos, aquando da entrada para a escolaridade obrigatória.

 O papel do educador é sem duvida aproveitar situações do dia-a-dia para, atraves de atividades ludicas, ajudar a criança a tomar consciencia da funcionalidade desta linguagem, do seu uso e  utilidade. Desta forma a criança vai descobrindo as razões pelas quais deve aprender a ler e a escrever.

Porque os meninos da nossa sala são ainda muito pequeninos, estas atividades são muito embrionárias. Contudo, este facto não impede a familiarização precoce com o codigo escrito;
Assim, na nossa sala todas as areas estão etiquetadas, todas as crianças possuem um cartão com o nome e as criançaas assistem ao educador a escrever o que as crianças referem e convida-las  a usar os desenhos e as tentaivas de escrita como  forma de registar as ideias ou acontecimentos.

* in «A abordagem à escrita na educação pré-escolar-que realidade?» de Mª Helena Horta, 2007


Eis alguns exemplos: